segunda-feira, 21 de julho de 2008

Doce Sonho

Esculto o sino por alto;
Estou em meu cemitério, sentado sobre o asfalto;
Ele é assustador para os humanos;
Para mim é só calmo e belo como rosas;

Sem encomodos;
Apenas eu e os tumulos brancos e sombrios;
Sem animo algum levanto-me;
Sentindo uma dor em meu peito;
Percebo que é o amor fugindo;
Comoum bom covarde que é;

Restando o maldito ódio;
Guardado por vários tempos;
até se tornar rancor;
e um rancor fatal q me corrói por dentro;
como vermes a um cadáver;

Não consigo fugir;
Deito-me ao chão, frio e desconfortável;
Junto aos mortos,no qual eu tanto venero;
Depois de argonizar de dor e solidão;
Acordo em meu quarto sombrio;
Vejo q tudo não passou de Sonho;
Longo, Sombrio, Estranho;
Mas um Doce Sonho;

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